Sobre a diversidade

Esses tempos a gente fez uma live – aquelas transmissões via YouTube ou assemelhados, onde pessoas conversam sobre algum tema em uma sessão ao vivo – com um amigo de uma colega nossa, e que trabalha na Google.
Pode parecer meio clichê, é verdade, mas o fato é que ele falou algumas coisas interessantes sobre o aspecto da cultura.
Uma delas, e que eu tenho repetido com alguma frequência é que “10 engenheiros brancos construirão produtos para engenheiros brancos”. É até meio bobo, mas a questão da diversidade – em todas as suas formas – tem sido um assunto de bastante debate por aqui.
O mais bacana é que, quanto mais a gente vai promovendo essa diversidade, seja através da contratação de pessoas, seja no que a gente chama de cultural hacking, através de coisas como – inclusive – a própria live que comentei no começo deste texto, mais evidente fica o valor dela, e como a gente cria preconceitos com base em vieses inconscientes, sem qualquer sustentação.
Estes tempos aconteceu uma palestra do Ricardo Sales lá onde trabalho, e ele fez uma pergunta que mostra justamente essa diversidade que existe, e que alguns de nós emulam sua inexistência. No contexto, a diversidade era LGBT, e ele perguntou quantas das pessoas na plateia tinham algum amigo(a) ou parente LGBT.
O resultado foi quase a totalidade das pessoas com a mão levantada…